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Contornando









Cartesianamente, somos "apenas" cérebros. cérebros em aquários.
a tecnologia transformou o mundo das possibilidades em um inferno.
assim como funcionários de agências embolsam cerca de sessenta e seis salários mínimos para reciclarem antigos chistes machistas em campanhas de cerveja, onde cicarelis fotoxopadas tornam-se altares maiores do onanismo ébrio do imaginário masculino médio
enquanto isso, o guardanapo fica pequeno para a grande teoria de NH.
com uni-ball eye sobre cadernetinha espiral, nosso herói esboça sua novela sobre a grande cilada que se tornou a cultura jovem.
começa a história...












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O mito da caverna, escrito por Platão, consegue fazer uma relação perfeita entre o que enchergamos, e o que é a verdade de fato. Através dos muros impostos pela sociedade, nossa visão informacional torna-se limitada, ao ponto de tornar pessoas possivelmente ignorantes, habitantes de um submundo, quase virtual, onde exercemos o papel de máquinas autodestrutivas, pois informação é conhecimento, a falta deste conduz a morte racional, e passa-se assim, a viver sob efeito da inércia. A partir do momento em que rompemos essas barreiras, nossa visão se torna ampla, e conseguimos analisar problemas sem buscas somente soluções mistificadas por um todo social, para mim, extremamente banido. A falta de conhecimento pode gerar carências muito mais significantes, como o comodismo... Voltando a inércia, ou o Ctrl c + ctrl v, deixamos de criar, deixamos de imaginar, e abordar questões que poderiam ser úteis inclusive perante a política atual. Se estivermos acomodados, como vamos romper tais paradigmas sustentados pela corrupção? Torna-se impossível, mágica sem truque para desvendar, a mudança de atitude tem que ser de agora, já, right now baby, entende? Fora a passividade, chega de cores pastel, olhares cinéticos perdidos num emaranhado de mentiras que causa náuseas, passemos a ser protagonistas não antagônicos, e vamos viver a nossa realidade crua, nua, com adoçante; faz favor.


(amanhã vou me tatuar, tô numa dúvida tremenda, o que eu faaaaço? estiga litros, depois de quase 2 horas de pc, trabalho de filosofia é osso)


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Quarta aula do dia, que sono! Em meio ao debate sobre ciência, eu paro e penso nas "minhas" verdades. Por mais chata que seja, a aula de metodologia me faz pensar melhor sobre alguns conceitos, mesmo físicos, psicológicos, pessoais...
Tantas pessoas, cada uma com seu ponto de vista, defedendo suas própias opniões a meio de se auto-afirmar, mostrar-se concreto, seguro de sí, decidido. Cada um busca nas mais expressivas palavras, e quase ninguém faz-se entendível.
Torna-se cada vez mais difícil a verdadeira comunicação. Se dentro de uma sala de aula, estudantes+professor, ninguém se entende, e fora desta?
Cheguei a lastimável conclusão que o grande paradigma a ser rompido é o da fala. Em geral, ninguém se comunica, escutamos mas não ouvimos, as palavras alheias mal acabam de serem ditas e qualquer individuo já busca idéias afim de contrapor. Isso tudo reflete na sociedade que temos versus a que queremos.
Boa ou má utopia? Não seja, comunique-se ao invés de criticar.
Voltando todo esse pensamento para o mundo palpável, chego a campanha da ADP sobre censura burra (http://www.censuraburra.com.br/ .) Será que censurar não prejudica ainda mais nossa comunicação? Torna-se ainda mais limitada a propagação de idéias e informação...no meu ponto de vista.
Nós somos responssáveis, qurerendo ou não, pelos conceitos da humanidade, poderia-se usar cores para retratar o real, mas abusa-se do PeB para expor movimentos interiores, pessoais, eguistas.

Censure, ou informe.
comporte-se como achar que deve, e faça mal/bom uso da palavra.

placebo


Efeito placebo é o efeito mensurável ou observável sobre uma pessoa ou grupo, ao qual tenha sido dado um tratamento placebo.

Um placebo é uma substância inerte, ou cirurgia ou terapia "de mentira", usada como controle em uma experiência, ou dada a um paciente pelo seu possível ou provável efeito benéfico. O por quê de uma substância inerte, uma assim chamada "pílula de açúcar," ou falsa cirurgia ou terapia fazerem efeito, não está completamente esclarecido.

a teoria psicológica: está tudo na sua cabeça

Muitos acreditam que o efeito placebo seja psicológico, devido a um efeito real causado pela crença ou por uma ilusão subjetiva. Se eu acreditar que a pílula ajuda, ela vai ajudar. Ou a minha condição física não muda, mas eu sinto que ela mudou. Por exemplo, Irving Kirsch, um psicólogo da Universidade de Connecticut, acredita que a eficácia do Prozac e drogas similares pode ser atribuída quase que inteiramente ao efeito placebo.


" A evaporação dos oceanos
Vem embora não haja surpresa
Estas nuvens que vemos
Elas explodem no espaço
Parece como se fosse escrito
Mas não pudemos ver através das linhas"

(Placebo-
Sleeping With Ghosts)

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Que toda a normalidade do mundo me desculpe, mas ser louco é muito mais divertido, saltar sem medir a queda, gritar e quebrar cristais, submeter-se, viver-se-torna=melhor. Que todas as meias verdades sejam ditas, e que todos me repreendam, não quero aceitação, quero emoção, tato, fato, paldar, quero explorar os sentidos, me fazer viver de uma forma inerte, paradoxalmente atendo ao chamado da minha cama, e mudo toda minha realidade para um sonho que só pode ser vivido ou sentido pela minha própia existência, pelo meu própio eu. A solidão me afaga, faga de dois gumes, me fortalece e transforma toda certeza numa dúvida mirabolante, sem começo...ou fim.

(ferr)
 
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